segunda-feira, 14 de novembro de 2011

SOBRE RIFLES E VASSOURAS

Quando existe a intenção de ofender o outro ou diminuí-lo, normalmente usam-se palavras ou expressões pesadas, abertamente ofensivas e, assim, aquele que ofende mostra-se a que veio, sem rodeios ou meias-palavras. Não existe o fator “foi-sem-querer”. A coisa torna-se mais feia a partir do momento em que a mensagem fica no mundo subliminar, quase que intelectual, pois espera-se que o objeto da ofensa entenda sem a necessidade de muitas explicações. Penso então que esse sujeito da ação pode ser considerado um perfeito covarde, pois esconde-se atrás das palavras e dos seus achismos. Não dá a cara ao tapa.

O que você, leitor/leitora, pensaria se alguém lhe configurasse a uma profissão tão nobre, sem ironias, quanto a de Empregada Doméstica? No mínimo, segundo regras da nossa própria sociedade, é uma sugestão de falta de qualificação profissional por meio de cursos escolares, técnicos ou universitários e blábláblá (aliás, errado pensa que hoje em dia não há cursos reconhecidos para tal atividade). Ou então, uma sugestão de vida de pobreza e necessidade. Ainda, uma sugestão para a auto-sujeição, o que denota a capacidade de fazer coisas que uma pessoa de alto nível (...) não faria mais.

Ninguém pensaria pelo lado de que uma empregada de serviços domésticos tem o dom de servir pelo injusto preço de um baixo salário. Ou que ela (e eles já existem também, que bonito!) tem o dom da estética, o que não é pra qualquer um. Não estou falando daquelas que arrumam uma casa de qualquer jeito, “mal-e-porcamente”. A estas deixo somente meu lamento. Mas falo das que se empenham em tornar tudo mais bonito e limpo. Daquelas que se afeiçoam a seus patrões e patroas e fazem tudo como se fossem pra elas mesmas ou para suas próprias famílias. E a isto dou o nome de dom do amor. Porque por amor, faz-se tudo melhor e com afinco. O amor é o catalisador das coisas boas e de boa aparência. O amor deveria ser o combustível de todas as ações.

Quando era mais nova e morava com meus pais, tive três experiências marcantes quanto às auxiliares dos serviços de casa que passaram por nós. A Dona Isabel, a Cida e a Maria Tereza. Pessoas simples e de excelente coração. Nunca vi nelas um só momento de insatisfação por estarem ali trabalhando e executando serviços pesados como são os de manutenção de uma casa. Mas sempre estavam sorrindo e, mesmo com seus problemas pessoais, não nos transmitiam que seu serviço era um fardo. O barulho de suas risadas estará para sempre na minha memória. E o resultado disso tudo era uma casa que era um “brinco”! Elas são os bons parâmetros que adquiri quanto a essa profissão.

Houve um período em que abracei estar em casa para cuidar dela e da minha família. Assumi isso pra mim e não lamentei por não trabalhar fora exercendo minha profissão. Vi o quanto esse trabalho dispensa dignidade a quem o faz, pois é árduo e diário. Sempre há o que se fazer. E vi que quem tem limitações físicas não deve fazê-lo. Foi o que descobri a meu respeito e desde então já não sinto mais prazer, mas dor. Este é o meu revés. Somente por este motivo não procuraria por esse emprego. Hoje, trabalho fora porque surgiram necessidades prementes. Mas quem tem uma casa deve cuidar dela porque esta é sua obrigação e não de outrem, somente se pago e ainda assim sob sua liderança.

Portanto, não há demérito em considerar que o outro é inferior por ser de um nível social mais baixo, ou porque faz trabalhos de manutenção, ou por estar aos seus pés ou do outro lado do balcão lavando a louça. Fazer qualquer coisa com dignidade combina com todo mundo. Até acaba com a arrogância daqueles que, por estarem “pagaaaaaaando”, pensam coisas altivas demais de si mesmos.

“Meu coração não é soberbo, ó meu Senhor, nem traz o meu olhar arrogância ou altivez qualquer. Coisas demais não procuro que sejam grandiosas, nem maravilhosas demais pra mim. Mas em sossego eu fiz calar minh’alma. Como a criança que descansa com a sua mãe, eu fiz calar a minha alma em mim.” (Adaptação do Salmo 131.1,2 e cantada pelo grupo Elo).

O que você, caro leitor, cara leitora, pensaria se alguém desse a você e a sua família o título de “Família Buscapé”? Acaso, se sentiria diminuído ou menosprezado como certamente seria da intenção outra? Para quem participou da época do desenho de mesmo nome, foi extremamente lúdico e divertido assisti-lo. Era uma família de ursos do interior, que não arredava os pés de suas raízes e não abria mão do sossego e da tranquilidade. Moravam numa choupana o Zé Buscapé, sua mulher Bié e seus filhos Rosinha e Chapeuzinho. Defendiam seu estilo de vida e achavam muito estranho aqueles ricaços se interessaram por seu pobre pedaço de chão.

Infelizmente minha família e eu fomos alcunhados assim. E sabemos que houve maldade na intenção. Realmente somos pobres e não temos, por enquanto, onde cairmos mortos. Mas o que nos torna ricos é a graça, maravilhosa, que nos envolve e nos coloca dentro do raio de ação de Deus. Desse pedaço de chão que nos foi oferecido na cruz por Jesus não abrimos mão mesmo. É o único legado que nos faria falta. Portanto, nós o defenderemos com trabuco, unhas e dentes! A La Buscapé! Pode ser um discurso conformado, do tipo “somos-pobres-mas-somos-limpinhos”, mas é muito mais do que isto. É o discurso de quem acredita que as circunstâncias não movem nossa fé, pois ela tem sido construída na rocha que é mais forte do que nós. E por isso nossa choupana não será abalada porque tem suas estruturas fixadas na mais rígida pedra. Venham ventos ruidosos e fortes, chuvas torrenciais e inimigos prontos para nos tirar a paz, estaremos firmados nAquele que detém todo o poder no Seu próprio nome.

Digo aos que tentaram nos menosprezar: perderam seu tempo. Vamos sair desse momento extremamente difícil com os olhos fitos em nosso alvo principal, que não é ganhar rios de dinheiro ou morar numa “big” de uma casa. Mas crescermos e nos colocarmos à estatura de Cristo, nos assemelharmos mais e mais à imagem de Deus, como é o objetivo deste maravilhoso e incrível Forjador de metais no fogo (Ele se sentará como um refinador e purificador de prata; purificará os levitas e os refinará como ouro e prata. Malaquias 3.3). E durmam com um barulho deste!

Et carpe sonu.

domingo, 21 de agosto de 2011

SAPATADA No. 50 E ROLAMENTOS CAIXONÍSTICOS

A mensagem de hoje dada pelo Pr. Guilherme, IBCentral de Campinas, foi uma boa sapatada de um número 50, bico fino.

Ele começou muito bem a pregação, lendo os versículos que Deus nos promete coisas boas e maravilhosas. Seguiu então lendo aqueles que nos fazem perguntar se realmente queremos seus dizeres para as nossas vidas como o famoso "...apartai-vos de mim, vós os que praticais a iniquidade...". E rasgou cada folha deses versículos que alguns chamariam de agourentos e nada gostosos de se ouvir hoje (imaginem no dia D!). A congregação deve ter perdido quilos a cada rasgo! Os velhinhos deveriam estar enfartando e, se sobrevivessem, ouriçados em contar para o pastor titular, que está em Belzonte pregando, as terríveis peripécias do pastor de jovens ("É doido que nem eles!"). E por aí pode viajar a sua fértil imginação, caro leitor. Passados os primeiros dez minutos de agonia, ele acalma a tempestade que estava prestes a fazê-lo sucumbir, dizendo que aquele livro era um dicionário antigo e que, logicamente (?!), ele não rasgaria a Bíblia... Pronto. Salvou sua alma da perseguição aqui, enquanto vivo e pastor dos jovens. Já de Aurélio Buarque e Machado de Assis...tenho minhas dúvidas quanto a uma reação tipo "cara de paisagem". Mas Carlos Drummond estaria rindo, com certeza... Todo mundo, enfim, rolando de alguma maneira dentro dos seus próprios caixões!

Eis o meu resumo da dita mensagem (baseada em 2 Coríntios 3.1-3):

DEUS SE FAZ CONHECIDO ATRAVÉS DE JESUS, DA SUA PALAVRA E POR NÓS MESMOS COMO CARTAS VIVAS ESCRITAS TÃO SOMENTE PELO ESPÍRITO SANTO E ENTÃO CAPAZES DE MINISTRAR O VERDADEIRO EVANGELHO DA GRAÇA, DO AMOR, DO ARREPENDIMENTO, DA FÉ E DA ORAÇÃO.

Segundo um vocábulo crentês bem conhecido, FOI TREMENDO!! Uma série de lambada de luvas de pelica (como pode?!) bem no meio da cara de todos nós que nos dizemos crentes e que vivemos um evangelho criado por nós mesmos para a nossa própria justificação diante dos homens. Uma metralhada da Palavra que atingiu todo e qualquer pedacinho do corpo daqueles que falam um vocabulário no domingo e de segunda a sexta, e mais uma choradinha no sábado, vivem uma vida completamente diferente do que se falou no "dia do Senhor". Eu estou aqui, inserida nesse meio até o pescoço.

Miséria! Qual é a minha em admitir um negócio desses na internet? Poderia muito bem ficar caladinha e tratar de não envergonhar o evangelho, né? Mas não é isso que Deus quer de mim. Se tenho que testemunhar, essa é a maneira que encontro para agora.

Eu recebi mais uma chance do Pai. Alcancei misericórida para não ser destruída e graça para ser reconstruída! Se realmente o evangelho que prego é o do arrependimento, ele tem que começar a imperar na minha vida primeiro, dia-a-dia (Marcos 1.15). Se é o da graça, a que recebi eu devolvo ao meu próximo multiformemente (1Pedro 4.10). Se é o do amor, eu o demonstro aos meus inimigos, quanto mais aos meu amados (1 João 4.8). Se é o da fé, que eu a exerça sem titubear ou, pior, duvidar de quem tem o maior desejo de cuidar de mim que é Deus, ou não O verei (Hebreus 11.6). Se é o da oração, que eu ore como Jesus ensinou, mas orações em que se demonstrem mais louvor e adoração a Deus do que pedidos pra eu mesma gastar em meu próprio deleite (Mateus 6.9-13).

De todas as maneiras que Deus se fez conhecer, a melhor é a Sua própria encarnação. Quem O provou e O assumiu pode ser considerado como uma viva carta de apresentação de Deus. Aqueles que vivenciaram diretamente do Filho tiveram autoridade para se mostrarem como ministradores da mensagem de salvação e santificação. Nós, hoje, podemos ser como eles, cartas de recomendação ambulantes do evangelho se, e somente se, tivermos em nossas vidas O fruto da nossa conversão. Gálatas nos lembra de qual é ESSE fruto(no singular, ou produz, ou não produz; não são nove frutos à escolha do freguês, ah esse eu consigo, eu posso, ah esse não dá, muito difícil pra mim...): amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Mordam esse fruto, mastiguem devagar, lentamente, sem pressa (mas pra ontem!!) e engulam esse pacote básico e único para a boa saúde do seu corpo! Comece agora mesmo a transbordar dessa reviravolta necessária aos que desejam a vida eterna ao lado de Deus, pedindo a Ele que sonde seu coração, que veja se nele há algum caminho mau e que guie você pelo caminho eterno. (Sugestão para cantar: "Sonda-me, oh Deus" - Oséias de Paula).

Espero que a dor da bicada permaneça enquanto eu não tiver correspondido, respondido a esse apelo de Deus pra minha vida. E se me dão licença, vou me despedindo, porque estou com pressa de fazer isto, hoje ainda! E sempre! Que Deus me ajude!

Et carpe spiritus fructum.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

ENTÃO - 2

A fase agora é de fome (por isso o novo layout).

E parafraseando Jesus, seremos muito felizes porque os que têm fomes serão saciados! é uma pensão completa, amigo! Nada de coisa meia-boca! A mesa é a do Pai, o dono da comida e dos celeiros! E eu, que vivo com fome(s), estou me fartando à beça!

Cheguemos, pois com ousadia, ao trono da graça, para que encontremos misericórdia e achemos graça, para sermos ajudados em tempo oportuno. (Hebreus 6.14) Na mesa do Rei, há fartura de delícias! É só chegar e sentar! E depois Ele oferece a sobremesa e um almofadão pro cochilo de gato! Não se preocupem, que a comida já foi provada, rsrsrsrs...

Et carpe ad libitum in mensa Pater!

ENTÃO.

Hoje quero escrever sobre propósitos.

Questionar você, afirmando, confirmando a validade, o valor em serem sonhados, planejados, executados.

Partindo do princípio de que há tempo para todo o propósito debaixo do céu, posso arriscar em afirmar que tudo o que nos aparece mesmo em forma de vislumbre tem o seu momento para acontecer, para ser vivido. Até mesmo um simples tirar de fotos tem seu propósito. Ou fazer uma viagem a um lugar que não se espera.

Não há porque dizer que um ato aparentemente simples como tirar fotos, principalmente quando se trata de uma reunião em família, ou uma viagem a um lugar que nunca se pensou em estar antes porque há preferências por se conhecer outros, não tenham um propósito em acontecer. Em se tratando desses exemplos, o que se agrega é algo imensurável como adquirir experiência; é afirmar que enquanto se viver haverá momentos de pura lembrança e prazer. A lembrança e o prazer de rever pessoas que certamente um dia não estarão entre nós. A lembrança e o prazer de rever paragens outras que possivelmente poderão não mais existir ou que não poderemos ver outra vez por falta de oportunidade igual. Portanto, momentos ímpares que jamais retornarão a acontecer. Afinal, a história nunca se repetirá. Não vivemos num looping sarcástico do tempo.

Não estou fazendo apologia à nostalgia. Quem vive de passado é museu. Mas se estamos no presente, é porque o passado existiu e acabou de se tornar assim, ó, passado, como o segundo que acabou de acontecer. E a história de cada pessoa nesse mundo é recheada de legados únicos, inerentes e particulares, e que só podem fazer parte da vida de outros se registrados, seja pela tradição oral, seja por documentos. Tudo depende do modo como olhamos as coisas. Do carinho com que tratamos os detalhes. Ser detalhista não é um problema. É aprender a coletar dados para ser um(a) excelente contador(a) de histórias. Será que pra isso é preciso chegar à plenitude dos cabelos brancos?!

Propósito. Palavra cheia de significado. Qual o seu propósito em viver essa vida aqui? Só lembrando que não há como voltar pra consertar os passos mal dados (Hebreus 9.27 -- por sinal, outro livro bíblico excelente para ser ler hoje em dia, porque trata sobre como o MELHOR faz parte dos planos de Deus pra nossas vidas). O que move você? O que lhe inspira? Ou quem é parte importante da sua história para que se lembre depois, numa sessão nostálgica, que seja? Qual é o seu propósito último, entre tantos outros que também devem ter a chance de existir?

Então, dê-se uma chance para viver coisas que inusitadamente, sem que alguma vez tivesse pensado em fazer, aparecem como A chave dourada para abrir A porta da novidade. Ou dê-se uma chance para viver as pessoas, os momentos com elas, porque, como o tempo, elas se desvanecerão, e ficarão somente as lembranças, isso se não desenvolver o Alzheimer (bênção somente quando não se tem gosto em lembrar o passado...). Dê também uma chance para que ache graça e prazer em paisagens inicialmente sem atrativos. Procure pelos atrativos. Quem sabe a companhia é mais interessante e isto, com certeza, torna mais interessante o lugar em que se está. Só o nome dele poderá lhe trazer boas lembranças por causa de quem esteve com você lá. Pra isso, tenha amigos, pessoas queridas. Saia de dentro do seu mundinho velho que já está ficando sem graça, pois que novidades podem chegar até você, se as bloqueia?

Abrir as porteiras do coração para que ele se torne um país sem fronteiras é um risco. Ninguém quer sofrer decepções. Mas viver é um risco tão grande quanto esse, o de se tornar vulnerável. E olhar o mundo à volta com olhos amorosos não nos tornará fracos, mas resistentes aos maus sentimentos que incansavelmente tentarão afastar nossa atenção do que é essencial: amar, crer e esperar (1 Coríntios 13.13).

Finalizando, ter propósitos simples como parar para cheirar as flores à beira do seu caminho também é digno. Adquirir conhecimento, um trabalho coerente às nossas habilidades, tratar os outros com respeito também o são. Mas são mais mandatórios. A vida supõe isto de nós. Mas, mais do que esperar que correspondamos a anseios de outros, devemos a nós mesmos a chance, o prazer inigualável de viver o sonho e, igualmente, o inesperado. Viver o projeto mais louco e, intensamente, o que há de mais louco para este mundo: a insana vontade de Deus! Que o mundo afora ao seu ache graça aos seus olhos!

Et carpe diem!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

NYANNYANNYANNYANNYANNYANNYANNYANNYANNYANNYANNYANNYAN....

Para quem não entendeu nada do post anterior, aqui vai a origem de todo o problema, rsrsrs...

Força! kkkkkkk


"About

Nyan Cat, also known as Pop Tart Cat, is an 8-bit animation depicting a cat with the body of a cherry pop tart flying through outer space. While such absurd themes like flying kittens and pastry cats have been around for some time, the surreal humor behind this particular combination has captivated YouTubers and online art communities, spawning dozens of fan illustrations as well as receiving some mainstream coverage in April 2011. (Also see: Cat Bread and Speedy Cat)

Origin

The Pop Tart Cat animation was posted on the daily comics site LOL-COMICS[1] run by illustrator prguitarman on April 2nd, 2011. Prior to the Pop Tart Cat, prguitarman had already gained a relatively large audience with a few other instances of comics circulating on the web. The GIF animation was also reblogged via Tumblr[2] on April 2nd, 2011, accumulating over 3,000 notes (likes & reblogs) in its first two weeks:"









Et carpe felis...nyannyannyannyannyannyannyannyannyannyannyan...

The non-stop Nyan Cat song

sexta-feira, 22 de julho de 2011

NADA MELHOR DO QUE UM CACHORRO EM UM DIA DE SOL...

E nada melhor do que um dia após o outro... Ou do que dois dias com uma noite no meio.

Há tempos, pelo menos uns seis meses que não escrevo aqui. Vamos ver se depois dessa seca sai alguma coisa de útil...

Noite passada não dormi direito. Rolei pra lá e pra cá, incomodada. Incomodei-me com o fato de eu estar a ponto de duvidar de Deus. Pensei "Mas não é possível que tudo o que falo e prego a Teu respeito seja vão, ilusório. Isso não é típico de Ti, em quem depositei minha confiança, mas só de mim, pobre, cega e nua."

Então, sentei-me na cama e no escuro tateei pelo celular e pelo exemplar do Novo Testamento dos Gideões (que achei na rua semana passada. Era de uma garotinha de dez anos -- em 2010 -- chamada Gabrielle Marcon R., que estudava na 4a. série F, talvez em uma escola chamada "Mari José" e que deve tê-lo recebido em 06.05 daquele ano. Em um ano ela teve a oportunidade de ter um contato com a Palavra. Que Deus a preencha do Espírito e a salve!). Procurei pela seção de "auto-ajuda" (rsrsrs, "ONDE ENCONTRAR AUXÍLIO, Quando...") e achei-me no título "Enfrentando crise".

Acabáramos de vislumbrar negras nuvens. Ao sair para me buscar no trabalho, 21:00, Sergio bateu o carro no do vizinho, um "zero bala". Mais precisamente no lado esquerdo do para-choque traseiro. Nada aconteceu com o do nosso e quase nada aconteceu com o deles. Uma empurradinha para dentro et voilà, uma bagatela de R$1.200,00 reais! Não bastassem outros problemas financeiros pelos quais temos passado, aparece outro bem substancial, afinal só eu estou trabalhando e nosso rendimento portanto não chega a isso mensalmente. Sorte que ficou dividido em quatro vezes. Enfim, o motivo para eu não conseguir dormir direito. Sorte?!

Os textos bíblicos indicados naquele Novo Testamento de capa azul, são: Salmo 121, Mateus 6.25-34 e Hebreus 4.16. Li todos e dois me saltaram aos olhos pela sua semelhança estrutural.

O Salmo 121.1-2 e Hebreus 4.16 podem ser lidos paralelamente, assim:

"Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça,
- "Levantarei os meus olhos para os montes,

"para que possamos alcançar misericórdia e achar graça,
- "de onde vem o meu socorro.

"a fim de sermos ajudados em tempo oportuno." (Hebreus 4.16)
- "O meu socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra." (Salmo 121.1-2)

Sei que meus leitores não precisam de mais explicações teológicas, inteligentes que são. Mas vale a pena ressaltar sobre a coerência que há na Bíblia. Ainda não encontrei, e nem vou perder meu tempo procurando, nada que a desmerecesse ou abrisse brechas para o erro. O que existem por aí são pessoas de má-fé que insistem em adequar esse conteúdo às suas práticas nada divinas. Pelo contrário, totalmente humanas, esfarrapadamente justificadas, portanto, por textos bíblicos extraídos de seus contextos. Isto traz confusão e incompreensões a respeito do manual do ser humano deixado a nós por Deus.

Mas o mais importante neste momento, é frisar o quanto fui embalsamada (no bom e VIVO sentido...) pelos versículos supracitados. Bálsamo de Gileade é Jesus e Sua Palavra como faca de dois gumes, perscrutando tudo o que há e colocando à luz tudo o que deve ser descoberto. Inclusive meu coração e minha (quase) rebelião quando (quase) duvidei da soberania e da perfeita, boa e agradável vontade de Deus. Senti o perdão de Deus e o Seu pronto ensinamento sobre Si mesmo. É bom saber que Deus continua presente.

Nunca cantei com tanto entusiasmo e verdade o cântico:

"Essa paz que sinto em minh'alma não é porque tudo me vai bem.
Essa paz que sinto em minh'alma é porque eu amo ao meu Senhor.

Não olho as circunstâncias, olho o Seu amor.
Não me guio por vista, alegre estou.

Este gozo que sinto em minh'alma
Não é porque olho ao meu redor;
Este gozo que sinto em minh'alma
É porque eu amo ao meu Senhor.

Ainda que a terra não floresça,
E a vide não dê o seu fruto;
Ainda que os montes se lancem ao mar,
E a terra trema, hei de confiar."

Ou então um outro em Inglês:

"Thy Word is a lamp unto my feet and a light unto my path." (Thy Word - Michael. W. Smith)
Traduzindo:
"Tua Palavra é lâmpada para os meus pés e luz para o meu caminho." (Salmo 119.105)

Tudo isso tem permeado meus pensamentos e creio que poderemos(ei) passar por quaisquer problemas tendo em mente a Palavra. O que tenho recebido de ensinamento quanto a guardar a Palavra no coração para não pecar contra Ele, quanto a meditar nela dia e noite para ela nos saltar à mente quando nos sobrevierem os dias maus e nos dar paz, isto vou fazer. Não é verdade que há momentos tristes pelos quais passamos em que não sabemos dizer de onde veio aquela música ou aquele verso ou trecho de um livro? Pois saiba que alma e cérebro trabalham muito bem nesse sentido. Ambos são guiados pelo Espírito em momentos de profunda precisão, quando não sabemos a quem recorrer!

Recomendo ler, memorizar e meditar de dia e de noite na Palavra de Deus, melhor medicamento contra dúvidas, mágoas e dissabores.

Quanto ao cachorro do título, além de servir para chamar sua atenção, igual fazem os sites de notícias Yahoo e Terra, usei-o porque ao iniciar a escrita deste texto, ouvi-o no desenho do macaco "George, o Curioso". Achei apropriado, period!

Que Deus lhe abençoe!

Et carpe Logos Dei, ab imo pectori.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

PAZ ALÉM DO ENTENDIMENTO

Eu ia retirar o texto da fé que remove montanhas (Fernando Alonso faleceu ontem. Falência múltipla dos órgãos). Mas aí estaria negando tudo o que escrevi.

Continuo acreditando no poder transcendente de Deus. Mas topei com o não querer dEle. Ele, apesar dos nossos pedidos baseados na mais profunda fé (e que ainda não chega ao tamanho de um grão de mostarda), respondeu "Não". Foi triste pra mim. É motivo para a gente ficar remoendo. Mas não sou rebelde. Quero entender que nem tudo são flores, que aceitar o inaceitável faz parte da rotina humana. Difícil. Porque se fosse meu filho, morreria junto com ele. Seria como tirar alguma parte vital de mim. Aliás, filhos não deveriam nunca partir antes dos pais. É um clichê. Mas traduz perfeitamente o desejo de que a "ordem natural das coisas" continue como foi concebida.

Que Deus nos console. Vamos continuar nossa peregrinação.

Et carpe pace.